MEU TRABALHO: ME SUSTENTA OU ME ADOECE? UM DEBATE SOBRE NOSSA RELAÇÃO COM O TRABALHO NOS TEMPOS ATUAIS

MEU TRABALHO: ME SUSTENTA OU ME ADOECE?

UM DEBATE SOBRE NOSSA RELAÇÃO COM O TRABALHO NOS TEMPOS ATUAIS

Por Leone Carneiro Santos

Estimado (a) leitor (a), convido-o (a) a refletir alguns segundos sobre o tema deste artigo: meu trabalho: me sustenta ou me adoece? Um debate sobre nossa relação com o trabalho nos tempos atuais. Este foi o tema de uma Roda de Conversa organizada pela 180° Desenvolvimento e o Movimento para Inclusão – MOVIN, com o apoio do Instituto Federal de Brasília – IFB – Campus Asa Norte. Ele foi organizado com o objetivo de dialogar sobre um assunto atual e preocupante: o número de empregados doentes em decorrência da sua atuação profissional.

Conforme a reportagem “Para médicos, economia ruim colaborou com o aumento de transtornos mentais” publicada no jornal Folha de São Paulo em 25 de novembro de 2018, o número de consultas psiquiátricas ambulatoriais aumentou 53,9% entre 2012 e 2017. Nos casos de internação pelo mesmo motivo, o aumento foi de 69,2%. Outra reportagem – Crise no emprego eleva em 1,6 milhão o número de consultas psiquiátricas – divulgada na mesma data, informa que o número de afastamento no 1° semestre de 2018 teve alta de 12% (Crise no emprego eleva em 1,6 milhão o número de consultas psiquiátricas”). Seguramente, isto é um alerta para empresas e empregados: trabalhar (ou derivações dele) vem sendo fonte de doença para uma parte de trabalhadores.

As explicações para os números citados, de acordo com as reportagens, derivam da crise econômica do país, do desemprego, da sobrecarga de trabalho, da pressão por atingir metas e das novas tecnologias, fatos que permitem que os funcionários fiquem “antenados” ao trabalho mesmo fora dele. E os impactos na vida do empregado são: estresse, depressão, sentimento de incapacidade, baixa autoestima, síndrome de burnout, entre outros.

Como se sabe, trabalhar é algo inerente aos seres vivos. As formigas, em equipe, trabalham para obter alimento; os caçadores-coletores caçavam para alimentar seu bando; inúmeros trabalhadores foram às fábricas na Revolução Industrial. Até hoje, trabalhar é uma constante, saudável, parte do sistema econômico e pode ser fonte, sim, de alegria, bem-estar e contentamento nas vidas dos seres humanos.

Para que isto seja viável, é necessário que haja ações por parte dos empregados e empregadores. Em uma reportagem publicada no G1, a professora Maria Amália Catalam afirma que uma das funções dos Recursos Humanos é garantir o bem-estar e qualidade de vida dos funcionários, principalmente para as novas gerações. Ainda segundo Maria Amália Catalam, os jovens querem ganhar dinheiro, mas querem “ter vida”. Outras ações recomendadas na reportagem que visam o contentamento dos funcionários são: pesquisa de clima organizacional, canais de comunicação, investimento na carreira dos empregados, políticas de qualidade de vida, dentre outros. No que concerne aos empregados, que são os principais responsáveis por sua carreira e desenvolvimento profissional, cabe-lhes conversar com seus líderes sobre alguma insatisfação ou problema familiar, cuidar da sua saúde física e mental, fazer cursos paralelos à empresa, desenvolver habilidades requeridas pelo mercado atual e tentar desligar-se do trabalho em suas horas livres.

Desafios e soluções acontecem e acontecerão. Administrá-los é um bom caminho para uma vida profissional feliz e prazerosa. Mais uma vez, É POSSIVEL, SIM, SER FELIZ NO TRABALHO.

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

Crise no trabalho eleva em 1,6 milhão o número de consultas psiquiátricas. Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2018/11/crise-no-emprego-eleva-em-14-milhao-o-numero-de-consultas-psiquiatricas.shtml /. Acesso em 10 de janeiro de 2019.

Gestão de Pessoas: para atrair talentos, setor precisa pensar na qualidade de vida dos funcionários. Disponível em https://g1.globo.com/educacao/guia-de-carreiras/noticia/2019/01/15/para-atrair-jovens-talentos-setor-de-rh-precisa-pensar-na-qualidade-de-vida-dos-funcionarios.ghtml/. Acesso em 13 de janeiro de 2019.

Para médicos, economia ruim colaborou aumento de transtornos mentais. Disponível em https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2018/11/para-medicos-economia-ruim-colaborou-com-aumento-de-transtornos-mentais.shtml/ Acesso em 15 de janeiro de 2019.

No comments yet.

Leave a comment

Your email address will not be published.